Nesta parte, o cálculo vira um documento que conclui, o projeto da disciplina, e uma apresentação em aula em que você sustenta cada número. O que se avalia não é a planilha preenchida, mas a capacidade de dizer, com fundamento, se o projeto é viável.
Baixar o simulador para usar no computador Um arquivo só, que funciona sem internet. Baixe de novo aqui sempre que houver versão nova; as orientações para salvar e abrir o projeto estão no topo do simulador.
O projeto da disciplina é o documento que fecha a disciplina. Ele traduz a planilha em texto: clara, objetiva, suficiente para que qualquer pessoa entenda o projeto e julgue sua viabilidade sem precisar abrir o arquivo de cálculo. Se a planilha é o motor, o documento é o laudo.
A estrutura é fixa. Cada seção responde a uma pergunta que os professores, ou o produtor, farão:
| Seção | O que contém |
|---|---|
| 1. Identificação | Propriedade ou grupo, cultura/atividade, área (ha) ou nº de animais, safra/ciclo, localização. |
| 2. Premissas | Produtividade esperada, preço de venda estimado com a fonte da cotação, safra de referência, principais coeficientes técnicos. |
| 3. Manejo | Principais operações da cultura ou criação: preparo do solo, semeadura, tratos fitossanitários e colheita (lavoura), ou alimentação, sanidade e reprodução (pecuária). Descrever os coeficientes técnicos adotados e como cada operação se reflete no custeio. |
| 4. Estrutura de custos | Resumo de COE, COT e CT por hectare (ou cabeça/caixa), destacando os três maiores grupos de custo. |
| 5. Receita e margens | Receita Bruta, Receita Líquida, Margem Bruta, Margem Líquida e Lucro Econômico: em valor total e por unidade. |
| 6. Indicadores | IEE, Lucratividade (%), Rentabilidade (%) ÷ CT, Produtividade e Preço de Nivelamento, Margem de Segurança. |
| 7. Cenários | Resultado nos três cenários (pessimista, realista, otimista) e a conclusão sobre o risco. |
| 8. Fluxo de caixa | Meses de maior déficit (necessidade de capital de giro/crédito) e meses de superávit. |
| 9. Conclusão | O projeto é ou não é viável? Quais as condições para a viabilidade? Que riscos merecem atenção? |
Duas premissas decidem a viabilidade na seção 2 e voltam na apresentação. O preço é o regional, posto cooperativa, não a cotação cheia do porto. A produtividade é a média histórica da região (CONAB/EMATER), não o melhor ano. Premissa otimista infla a viabilidade e cai na primeira pergunta dos professores.
Exemplo: Soja, 50 ha, São Gabriel/RS, safra 2025/26. Produtividade de 60 sc/ha (média histórica) e preço posto cooperativa de R$ 120/sc. Produção esperada: 3.000 sc.
Receita Bruta = 60 × 50 × 120 = R$ 360.000. É esse o número que abre a seção 5, com a fonte e a data da consulta registradas na seção 2.
É o objetivo final que todos queremos saber. Não é "o projeto parece bom": é uma sentença fundamentada nos indicadores das seções anteriores.
A apresentação é feita em aula, para dois professores; depois, os colegas fazem perguntas e a turma discute o projeto. O objetivo não é mostrar que a planilha está preenchida: é demonstrar que você entende o que os números significam e consegue justificar cada escolha.
| Slide | Conteúdo | Dica |
|---|---|---|
| 1 · Capa | Projeto, cultura, área, safra, autores. | Simples e profissional; foto da cultura/região. |
| 2 · Identificação | Propriedade, localização, área, atividade, ciclo. | Incluir o croqui do Google Earth: mostra planejamento espacial. |
| 3 · Premissas | Produtividade (fonte), preço (CEPEA/CONAB/coop.), safra. | Citar a fonte da cotação: o preço não foi inventado. |
| 4 · Laudo de solo/Estrutura do rebanho | pH, V%, P, K, MO; calcário calculado; nº de animais, etc. | Tabela sintética: laudo → cálculo → custo. |
| 5 · Manejo | Operações principais da cultura ou criação: preparo, semeadura, tratos, colheita (lavoura) ou alimentação, sanidade, reprodução (pecuária). | Linha do tempo ou tabela de operações; destacar a decisão técnica central; evidenciar como cada operação alimenta o custeio. |
| 6 · Estrutura de custos | COE, COT, CT em valores; gráfico da proporção dos grupos. | Gráfico de pizza/barras é mais eficiente que tabela. |
| 7 · Receita e margens | RB, Margem Bruta, Margem Líquida, Lucro Econômico. | Sinal claro: verde positivo, vermelho negativo. |
| 8 · Indicadores | IEE, Lucratividade, Rentabilidade, Prod. e Preço de Niv., Margem de Segurança. | Formato: Indicador = Valor | interpretação em uma linha. |
| 9 · Cenários | Pessimista/realista/otimista: lucro ou prejuízo em cada. | Concluir: "viável em X dos 3 cenários". |
| 10 · Fluxo de caixa | Entradas e saídas por mês; saldo acumulado. | Mostrar o mês de maior déficit: justifica o custeio. |
| 11 · Conclusão | Viabilidade, principais riscos, recomendação final. | Frase direta, sem ambiguidade. Domínio do resultado. |
| 12 · Obrigado | Nome completo dos integrantes, curso, turma, contato (e-mail ou telefone) e orientador/professor. | Deixar visível durante as perguntas: facilita a identificação de quem responde cada questão. |
São previsíveis. Cada uma testa se você conhece a origem de um número. Prepare a resposta com o dado na mão, não com "acho que":
Leia a pergunta, pense na resposta e toque no texto borrado para conferir.
| Pergunta | Como responder |
|---|---|
| "Por que esse preço de venda?" | Citar a fonte (cotação da cooperativa), a data da consulta e por que é representativo da safra planejada. |
| "Por que essa produtividade?" | É a média histórica da região (CONAB/EMATER), não o melhor ano: premissa conservadora. |
| "Se o preço cair 10%, ainda é viável?" | Responder pelo cenário pessimista e pelo preço de nivelamento, com os números, não com "acho que sim". |
| "Qual o maior risco do projeto?" | Pela análise de sensibilidade: mais sensível ao preço → risco de mercado; à produtividade → risco climático/agronômico. |
| "Por que o COT é maior que o COE?" | O COT inclui depreciação (desgaste de máquinas) e pró-labore: custos reais que não saem do caixa imediatamente. |
| "Contabilizou o custo de oportunidade da terra?" | A terra poderia estar arrendada; ao usá-la, abre-se mão dessa renda, que entra no CT como custo implícito. |
A Parte VI não tem quiz próprio: sua autoavaliação é a apresentação do projeto. O passo final é a Avaliação geral, questões que percorrem as Partes I a V e medem se o método virou raciocínio, não decoreba.
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