A disciplina é um projeto único,
encadeado do primeiro ao último encontro.
Seu grupo apresenta a sistematização de uma experiência agrícola vivida, sustenta a interpretação diante da turma e entrega o produto final. Tudo o que vem antes existe para tornar isso possível.
Você vai a campo
Até três idas a campo, com registro próprio: caderno, fotografia, entrevista, filmagem.
Você interpreta
Reconstruir o processo e explicar o que encontrou, com evidência do próprio material.
Você comunica
Banner, cartilha, boletim, vídeo ou podcast — apresentado à banca e devolvido ao produtor (se possível).
O registro de campo que seu grupo vai produzir depois da própria vivência, feito por quem cursou a disciplina antes de vocês.
O semestre inteiro está organizado nesta sequência. Em qualquer aula, você sabe em que tempo o trabalho está.
O ponto de partida. Sem vivência registrada não há o que sistematizar.
Para que sistematizar, que experiência delimitar, que eixo escolher, com que fontes.
Reconstruir a história e ordenar a informação coletada por eixo e por período.
Analisar, sintetizar, identificar tensões. É aqui que se explica o porquê.
Formular conclusões e comunicá-las — inclusive a quem viveu a experiência.
Esta parte não é teoria por precaução. Quem chega a campo sem saber o que está procurando registra pouco, e depois não tem material para interpretar.
Todo o trabalho de campo se concentra aqui. Duas saídas com a turma inteira vêm antes da vivência do grupo, para você chegar à sua propriedade com repertório.
Primeira experiência coletiva. Registrar amplo: o grupo chega com dois ou três eixos em estudo, não com um escolhido.
Visita dirigida. Agora você entra na propriedade sabendo o que foi procurar. A comparação entre as duas vira análise.
Propriedade escolhida pelo grupo, sem professor. Semana a distância, porque a data é combinada com a família.
Você sistematiza as duas visitas coletivas. Elas acontecem cedo e sob o mesmo roteiro exatamente por isso. Com dois casos registrados sob um mesmo eixo, o material é equivalente ao de quem conduziu vivência própria.
É o passo que distingue uma sistematização de um relatório de visita — e o que a maioria dos trabalhos pula.
Comprovação da vivência e interpretação crítica. Distinguir o que o produtor diz, o que ele faz e o que o grupo observou — e entender por que as três coisas às vezes não coincidem.
Sistematização e juventude rural: alguém percorre por inteiro a interpretação que a turma acabou de tentar pela primeira vez.
Escrita assistida no laboratório, montagem do material e da apresentação.
Apresentação para turma e devolutiva a cada propriedade visitada (se possível).
O eixo é o recorte com que você lê a experiência. Duas propriedades iguais, lidas por eixos diferentes, produzem sistematizações diferentes — e as duas podem estar certas.
O eixo não é um problema a resolver. Confundir os dois produz um diagnóstico com aparência de sistematização — o erro mais comum do trabalho.
Não hoje. Cada grupo leva dois ou três eixos em estudo para a primeira saída e fecha a escolha em 16/09. Quem chega à propriedade com o recorte fechado deixa de ver o que não estava procurando.
Vídeo publicado no fórum e apresentado em aula. Avalia se o grupo esteve em campo, o que escolheu registrar e se mostrou potencialidades e limites.
Texto seguindo os cinco tempos. Avalia a reconstrução do processo vivido e a consistência da interpretação diante das evidências.
Produto e apresentação avaliados juntos, mais o comprovante de devolutiva à propriedade. São a mesma entrega: o material que circula e a conversa que ele sustenta.
O grupo define o formato até 07/10. Os critérios de avaliação são os mesmos para todos.
Apto a mostras e à Jornada Acadêmica Integrada.
Material curto e ilustrado, entregue impresso ao produtor.
Duas páginas sobre uma prática replicável.
Peça editada, distinta do vídeo de comprovação da vivência.
Episódio com o produtor como entrevistado.
Mediante aprovação, com justificativa de público e de circulação.
Quem precisa ver isso, e onde essa pessoa está?
Poucas linhas sobre uma experiência agrícola da sua família, da sua comunidade ou de um estágio. O que é, quem conduz, o que ela tem de particular.
Será a primeira sistematização do semestre, e vai servir de referência para o que vem depois.
O grupo vai junto até 18 de novembro: campo, vídeo, relatório e apresentação. Escolha considerando quem tem disponibilidade para sair a campo em dia combinado com a família.
Próxima aula, 12/08: abordagem sistêmica, sistemas alimentares e cadeias produtivas.